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3 dicas para quem não curte fazer portfólio

Imagem apresentando o título do texto acompanhado de uma imagem de um livro com fundo rosa.


Introdução

Uma coisa muito comum na área do design é o uso do portfólio. Para quem não conhece ou nunca viu, portfólio é a reunião dos seus melhores trabalhos na área. Ele é importante porque demostra: a sua criatividade, o que consegue fazer e a modo de como trabalha. (In)felizmente, na área do design/criação o simples currículo não é suficiente para selecionar profissionais  - quem está avaliando o(a) candidato(a) precisa ter uma noção mínima do que ele é consegue fazer.

Pessoalmente, eu tenho uma péssima relação em fazer essa reunião dos meus trabalhos, pois me sentia fazendo um retrabalho: eu já tive todo o trabalho de criação e agora preciso criar uma apresentação para a mesma criação!? Não era mais simples só mostrar a criação? Pelo menos era assim que eu pensava no tempo da faculdade.

O que eu não sabia na época, é que necessariamente não será um outro designer que fará a avaliação. Na verdade, portfólio precisa comunicar com todo mundo – independente da formação. Por exemplo: pode ter feito uma marca bem bacana, mas a pessoa ficará com dúvida de como será a aplicação na camiseta. Comunicar a forma de como aquele projeto foi desenvolvido é importante e precisa ser simples e clara (aqui estamos falando de processo mesmo)

Bom, acredito que eu não seja a única pessoa que sofreu com isso. E considerando que estou na área de design desde 2010 – acredito que posso contribuir um pouco. Pensando nisso, dou três dicas básicas para pensar o portfólio.

1-Autoestima

Não sei quantos levam em consideração, mas o psicológico tem um papel fundamental. Porque é muito fácil você se diminuir ou acreditar que não tem nada  de relevante pra mostrar – porque “todos seus trabalhos são ruins”. Acredite, já passei por isso. Dependendo do caso, já fica a dica de procurar um psicóloga, pois a falta de autoestima não se manifesta só no trabalho, e sim na sua vida de um modo geral. É importante não ter vergonha de exibir seus trabalhos! 

Para me auxiliar na seleção de projetos, eu construir alguns critérios, por exemplo: 
  • Se eu gostei do resultado final
  • Eu explorei algo novo no processo (pode ser uma técnica de ilustração nova, por exemplo)
  • O tema diferente (por exemplo: eu já fiz marca para um eletricista)
Também é importante compreender que o ato de fazer portfólio não será uma única vez. Muito pelo contrário, de tempos em tempos é normal refazer essa seleção. Porque a cada projeto é diferente e te desafia em algum sentido. Ou então, você quer mudar de área (de ilustração para embalagem, por exemplo)

Veja o ato fazer portfólio como uma oportunidade de se autoavaliar: construa uma visão empática sobre seu trabalho e lembre-se: a evolução será constante. Para não parecer papo furado veja a imagem abaixo – na direita a maneira que apresentava o meu primeiro material diagramado, já na esquerda a apresentação um material feito em 2017.

Imagem com dois modelos de portfólio: a direita (versão de 2011) uma página simples e sem muitos elementos. A esquerda  (versão 2020)  um mock de um  livro com página dupla.
Em 2011, eu era estudante do 2° período do curso de Design. Já em 2020 tenho experiência de 6 anos no mercado.

Obs.: se puder, guarde alguns trabalhos antigos. Isso é bom para te lembrar da sua trajetória e perceber a evolução.

2- Escolha o caminho mais curto

Se não curte fazer portfólio, procure o suporte que te facilite o máximo possível.
Do tempo da faculdade até hoje eu fiz vários testes:

  •  Modelo impresso
  • Deviart
  • PDF 
  • WIX
  • Instagram
Atualmente, eu uso o Behance (inclusive, indico o vídeo do Walter Mattos com boas dicas sobre essa plataforma.). Não tem uma escolha obvia – tem que testar mesmo e descobrir o que se adapta ao seu trabalho e o quanto quer investir. Por exemplo: fazer portfólio impresso tem a desvantagem do custo, mas também mostra que conhece processo de produção e fechamento de arquivo. Ou pode ser mais de uma opção: usar o Instagram e o Behance – assim fazendo mais divulgação.

3- Faça um modelo

Para te poupar tempo e não precisar “reinventar a roda” toda vez que for acrescentar um trabalho pode ser uma boa opção criar um modelo padrão de apresentação. Além de dar um ar mais profissional.

Espero que essas três dicas tenham ajudados. Se quiser, deixa comentários e vamos conversando :D

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