Um das peças do meu portfolio: a simulação de uma livro aberto contendo o título "aprendizagem na modalidade de educação a distância"



Uma coisa muito comum na área do Design é o uso do portfólio. Para quem não conhece ou nunca viu, portfólio é a reunião dos seus melhores trabalhos na área. Ele é importante porque demostra: a sua criatividade, o que consegue fazer e a maneira como trabalha. (In)felizmente, na área do design/criação o simples currículo não é suficiente para selecionar profissionais. Quem está avaliando o candidato precisa ter uma noção mínima do que ele é consegue fazer.

Pessoalmente, eu tenho uma péssima relação em fazer essa reunião dos meus trabalhos. Pois me sentia fazendo um retrabalho: eu já tive todo o trabalho de criação e agora preciso criar uma apresentação para a mesma criação!? Não era mais simples só mostrar a criação?

O que eu não sabia na época, é que necessariamente não será um outro designer que fará a avaliação. Na verdade, portfólio precisa comunicar com todo mundo – independente da formação. Por exemplo: pode ter feito uma marca bem bacana, mas a pessoa ficará com dúvida de como será a aplicação na camiseta. Comunicar a forma de como aquele projeto foi desenvolvido é importante e precisa ser simples e clara.

Bom, acredito que eu não seja a única pessoa que sofre com isso. E considerando que estou na área de design desde 2010 – acredito que posso contribuir um pouco. Vamos as dicas:

1- Autoestima

Não sei quantos levam em consideração, mas o psicológico tem um papel fundamental. Porque é muito fácil você se sentir diminuído ou acreditar que não tem nada pra mostrar – porque “todos seus trabalhos são ruins”. Acredite, já passei por isso.

Dependendo do caso, já fica a dica de procurar um psicóloga, pois a falta de autoestima não se manifesta só no trabalho. É algo que precisa ser trabalho. É importante não ter vergonha de exibir seus trabalhos. No meu caso, eu gostava de usar alguns critérios, por exemplo: naqueles que gostava do resultado final ou que exigiram muito de mim durante o processo. Também é importante compreender que o ato de fazer portfólio não será uma única vez, pelo contrário, de tempos em tempos meia terá que fazer.

Veja o ato fazer portfólio como uma oportunidade de se autoavaliar: construa uma visão empática sobre seu trabalho e lembre-se: a evolução será constante. Para não parecer papo furado veja a imagem abaixo – na direita a maneira que apresentava o meu primeiro material diagramado, já na esquerda a apresentação um material feito em 2017.



Obs.: se puder, guarde alguns trabalhos antigos. Isso é bom para te lembrar da sua trajetória e perceber a evolução.

2- Escolha o caminho mais curto
Se não curte fazer portfólio, procure o suporte que te facilite o máximo possível.

Do tempo da faculdade até hoje eu fiz vários testes:

  •  Já fiz um portfólio impresso
  • Usei o Deviart
  • Um PDF simples
  • WIX

Atualmente, eu uso o Behance. Inclusive, indico o vídeo do Walter Mattos com boas dicas sobre essa plataforma.

Não tem uma escolha obvia – tem que testar mesmo e descobrir o que se adapta ao seu trabalho e o quanto quer investir. Por exemplo: fazer portfólio impresso tem a desvantagem do custo, mas também mostra que conhece processo de produção e fechamento de arquivo. Ou pode ser mais de uma opção: usar o instagram e o behance – assim fazendo mais divulgação. 

Imagem composta em duas partes. A direita uma página simples mostrando uma página de livro. Na esquerda, uma imagem simulando um livro aberto com página dupla.


Vai testando mesmo.

3- Faça um modelo
Para te poupar tempo e não precisar “reinventar a roda” toda vez que for acrescentar um trabalho pode ser uma boa opção criar um modelo padrão de apresentação. Além de dar um ar mais profissional.

Espero que essas três dicas tenham ajudados. Se quiser, deixa comentários e vamos conversando :D