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Espaço das tirinhas

Foto da capa

No mês de abril foi anunciado algumas mudanças no jornal Gazeta do Povo (o principal jornal do Paraná). A mudança é referente não só uma mudança no projeto gráfico como também na posição editorial (caso queira mais detalhes disso, clique aqui). Até aquele momento, eu não via problema. Pelo contrário, eu fiquei curiosa para ver o resultado final.

Tudo mudou quando vi a postagem de José Aguiar na minha timeline do Facebook: a seção de tirinhas/charge ira sair.
 


Primeiro, eu cresci lendo as tirinhas da Gazeta. Eu era aquela leitora do final de semana que passava o olho no jornal só por causa das tirinhas. E isso leva o segundo motivo: mais uma vez as histórias em quadrinhos perderam mais um espaço. Mesmo hoje sendo fácil ter acesso a esse gênero de leitura (as bancas e as livrarias são provas disso), as tirinhas ainda são a maneira mais popular de consumir e ter novos leitores. Não precisa comprar nada extra, o material já vem junto com as notícias. E o leitor pode se deparar com várias histórias: uma crítica política, uma reflexão, uma piada. Sem falar do peso histórico/social que é possível encontrar por meio desses autores: Angeli e Benett com a política brasileira ou então, Quino com o olhar aguçado da Mafalda.


Charge de Angeli. Com o seguinte título "Tempo de liquidação" e aparece o presidente Fernando Henrique Cardoso com a faixa presidencial escrito "tupo por 1,99"



Tira do Benett. Aparece o prédio do Senado Federal sob um mar preto e alguns politicos boiando. Seguido do texto "outra semana de trabalhos normais começando em Brasília"

Tira da Mafalda em 4 quadrinhos sobre a democracia. A Mafalda lê a definição de democracia no dicionário "Governo em que o povo exerce a soberania" e passa depois rindo muito.

Eu não sou quadrinista e nunca trabalhei com HQ. Mas como leitora e ex-aluna da Gibiteca, não posso ficar alheia a esse problema. HQ não deve ser visto como uma "leitura menor", muito pelo contrário - pois é o encontro com a linguagem escrita com a linguagem visual. Pode ter perdido um espaço, mas não perdemos leitores.
Por isso, eu deixo esse link com toda a despedida do Aguiar a este espaço – são sete tirinhas autobiográfica, sendo que transcrevi todas (caso alguém use leitor de tela).

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