Novidades:
Procurando...

Busque inspiração - Flávio Império

Capa do texto - com a ilustração de uma ave.

Hoje no busque inspiração, Flávio Império: cenógrafo, figurinista, diretor, arquiteto, professor e artista plástico.

Flávio Império é uma grande referência na vanguarda da produção teatral dos anos 60. No seu trabalho, se destaca os elementos como a visualidade da cena e a espacialidade nos espetáculos.

Teve  a multidisciplinaridade como a principal marca do seu trabalho. Algumas de suas características que se destacam: clareza da organização espacial, virtuosismo do desenho e um sólido embasamento conceitual. Nasceu em São Paulo e desde de pequeno se envolveu com as artes, com 6 anos brincava de teatro no quintal de seus pais e no ensino fundamental participou de um balé, ainda na adolescência teve seu primeiro contato com pintura e desenho, fazia paisagens de cidades, além de autorretrato e retratos da família.


Autoretrato, pintura a óleo (1952)
Marca da Comunidade de Trabalho Unilabor Composição gráfica de Geraldo de Barros (1957)
Em 1956, ingressou na FAU-USP, onde iniciou seu trabalho nas artes cênicas com o grupo de teatro amador da Comunidade e Trabalho Cristo Operário. Durante sua graduação, ele conheceu Rodrigo Lefèvre e Sérgio Ferro. Juntos, fizeram diversos projetos arquitetônicos na década de 60, e tinham como objetivo recuperar o caráter coletivo na construção civil. Com o objetivo de evitar o trabalho alienado, apresentavam dossiês completos de toda obra, para que os trabalhadores ficassem por dentro de todo o processo, afastado-se da visão fordista.

Em 1958 fez seu primeiro trabalho como cenógrafo e figurinista no teatro profissional em uma peça dirigida por Augusto Boal, no Teatro de Arena. Já em 1962, começou a trabalhar com o Teatro Oficina de Zé Celso. Concluiu sua graduação e tornou-se professor da Escola de Arte Dramática e da FAU-USP.

Pela FAU-USP foi contratado em seguida como docente de Comunicação Visual do Departamento de Projeto desta instituição (cargo que exerceu até 1977). Foi arquiteto colaborador de Hélio Penteado no projeto da Praça de Santo Anastácio. Desenhou para o Teatro de Arena cenários, figurinos e programa da peça Os fuzis de mãe Carrar, com direção de José Renato. Recebeu o Prêmio Saci de melhor cenografia concedido pelo jornal O Estado de S. Paulo. Inaugurando sua participação no Teatro Oficina, fez as cenografias e os figurinos de Um Bonde Chamado Desejo, com direção de Augusto Boal e Todo Anjo é Terrível, com direção de José Celso Martinez Corrêa (esta última em parceria com Rodrigo Lefèvre). Como artista gráfico fez o programas de A Mandrágora, Teatro de Arena.


Desenho da cenográfia usada na peça "REVEILLON" (1975)

"O teatro me ensinou a vida ;
A arquitetura o espaço ;
O ensino a sinceridade ;
A pintura a solidão."
Flávio Império, 1974

Composição de tipográfica com a utilização de algumas marcas famosas

fonte:
Nexo Jornal
Flávio Império
Enciclopédia Itaú Cultural

0 comentários:

Postar um comentário