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3 atos sobre ilustração

Nesse texto quero dividir com vocês uma pequena e grande lição que ainda sinto muita dificuldade de aprender. Vamos a história

Ato 1 - origem
Eu sempre curti quadrinhos! Desde pequena, me lembro de ler Turma da Mônica (um clássico). Eu não lia Mickey, pois achava os desenhos muito escuros e não pareciam tão legais (repare como já era observadora). Depois na adolescência eu fui para os mangás - e sim, isso foi um divisor de águas para mim. Pois eu comecei a fazer coleção mesmo, (tanto que tenho algumas pérolas, por exemplo uma edição de Sakura Card Captor versão japonesa lindíssima que ganhei de uma amiga) a querer conhecer os autores.  A relação com os quadrinhos foi tão longe que fiz curso de História em Quadrinhos antes de entrar na faculdade. Eu sei que é um pouco doido, mas esse carinhos pelos HQ foi longe (mas isso merece um outro post).

Sim, eu nunca pintei nenhum almanacão meu!! Eu gostava de fazer assim: papel de caderno (por ser mais fino), lápis de cor e canetinha colorida (pra fazer acabamento, gosto da linha grossa).

 Bom, tem um ponto que muitos fã de quadrinhos passa que é o desenho. Eu lembro de passar as férias desenhando junto com o almanacão e depois se transformar em desenho de observação em mangás. Eu queria muito desenhar como meus autores favoritos - eu queria ter "aquele traço", ou seja, aquele traço fino e super detalhado (bem oposto ao que eu conseguia fazer)

Esse é um dos desenhos onde o traço já estava melhor, mas ainda tinha alguns problemas: a iluminação ainda não sabia fazer e proporção. Mas eu ainda curto esse desenho, pois é um quadrado da revista n° 1 de FullMetal Alchemist (na minha coleção era o meu mangá n° 50). Fullmetal Alchemist até hoje uma das minhas histórias favoritas: ótimo roteiro, paginação dinâmica e belos personagens. Ah! na época desse desenho (2007), eu não conhecia nanquim, logo eu agradeço a BIC por ser ter feito a melhor caneta preta a fácil acesso.

Ato 2 - Faculdade
No começo da faculdade, eu achava que desenhava bem. Tinha um traço até firme, mas ainda com alguns ajustes - por exemplo: acertar proporção sempre foi complicado pra mim, ou desenhar homens era muito difícil - pois sempre ficava com cara de bobo!! 
Mas ao longo da faculdade, o que eu menos fiz foi desenhar. Não só porque tinha gente muito mais gabaritada quanto eu, como também os deveres acadêmicos sempre eram prioridade. Resultado, eu menos de 2 anos eu praticamente deixei de desenhar. Cheguei a pensar que ilustração não era pra mim, pois eu não tinha "o traço".

Um dos meus últimos desenhos durante a faculdade - era um teste com aquarela. Ainda acho super interessante a aquarela, mas para mim é o mais difícil.

Ato 3 - Atualmente
Hoje eu desenho? Não. Me arrependo?  Um pouco, pois eu larguei algo mais por insegurança e não por falta de oportunidade. Hoje eu sei que não viraria uma "super ilustradora", mas depois de muitas conversas com Rennan e comigo mesma, venho tentando fazer as pazes com o papel. Sem falar que hoje pra mim o mais difícil nem é desenhar em si, pois é como andar de bicicleta: pode estar enferrujado, mas não esquece por completo. Pra mim o mais difícil é aceitar que meu traço nunca será como da CLAMP ou da , como diz Rennan minhas ilustrações estão mais pra arte Naif.

Espero que no próximo ato, tenha um bom capítulo.

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