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Entrevista com Mariana Lima



E bem-vindo a Outubro \o/ Novo mês, novos assuntos.D
 Hoje iniciamos uma proposta e que estamos bem animados – ENTREVISTAS!
       
E como lançamento temos aqui Mariana Lima é formada pela Universidade Positivo como designer gráfica e hoje atua como fotografa. Além disso, faz ilustração em horas vagas e faz participação no site Fotografia Profissional.

:D
1- Quando entrou na faculdade de design gráfico, você já gostava de fotografia?
Sim e foi por esse motivo que eu entrei no curso. Na minha época, não havia esses cursos de graduação de fotografia e meus pais queriam muito que eu os entregasse um diploma. Gosto muito das coisas que aprendi durante o curso e várias delas são muito úteis na minha profissão, não me arrependo de ter feito, mas meu pensamento sempre foi voltado á fotografia desde o começo.

2- Quando você viu e desenvolveu suas técnicas de fotografia?
Minha aptidão a fotografia foi percebida pelos meus pais quando eu ainda era criança. Foi nessa época que eu ganhei minha primeira câmera e foi com ela que eu fotografei muito, até perceber que era isso que eu queria fazer o resto da vida se pudesse. Lá pelos 12/13 anos eu questionei meus pais sobre fazer um curso de fotografia e a resposta foi não. Sem condições de investir no curso, mas sem vontade de ficar pra trás, eu criei coragem e comecei a conversar com todo mundo que eu achava que era fotógrafo. Estes começaram a me indicar outros fotógrafos, que começaram a me indicar livros e eventos, lugares, exposições e técnicas. Eu fui perguntando, descobrindo e me aprimorando com o passar do tempo.

Foto com composição que mostra a fotografa em dois momentos. A primeira olhando para o lado, e a segunda olhando para atrás.

3- Você acredita que a faculdade te auxiliou e ajudou? Cumprindo suas expectativas?
Me auxiliou muito! Quando tive as aulas de fotografia na faculdade, eu já tinha uma noção de várias coisas, mas foi o que me ajudou a tirar muitas dúvidas.  A utilizar uma câmera profissional de verdade, digital e não analógica. Me fez ver as maravilhas da fotografia analógica quando se mostra devagar ao revelar. (Lembra como era legal?). Me trouxe a possibilidade de fazer perguntas que as vezes aparecem mas não costumamos ter a quem perguntar. 
Sem contar que a Anuschka foi sempre uma querida. Além de gostar muito da forma dela de ensinar, dos gostos fotográficos dela, ela me auxiliou muito no TCC. Me mostrou muitos outros livros geniais e caminhos a seguir. Eu, sinceramente, não tinha nenhuma grande expectativa formada, mas das poucas que eu tive, foram cumpridas muito mais além do que o esperado.

4 - Sebastião Salgado e Steve McCurry, são grandes inspiração para muitos fotógrafos, qual a sua visão sobre o papel do fotografo atualmente?
Acho o papel do fotógrafo muito importante desde sempre. Afinal, ele é responsável por registrar eternamente momentos importantes. Além de inspirar, fotógrafos vão informar, educar, alertar, vão falar muitas coisas, vão fazer as pessoas sentirem muitas coisas, através de imagens.

5 - Quais profissionais você admira ou tem como inspiração?
Eu admiro e tenho como inspiração muitos profissionais. Admiro muito, não apenas fotógrafos super conhecidos como o próprio Sebastião Salgado, mas também fotógrafos que estão muito perto de nós, são muito simpáticos e competentes, mas muita gente ainda não conhece. Admiro também muitos amigos meus que fotografam. Eu poderia fazer uma lista imensa de pessoas, acho que seria injusto citar apenas alguns.

Como inspiração, eu procuro fotos que acho boas, não apenas em fotógrafos nomeados. Porém, eu procuro tanto fazer fotos que transmitam algum sentimento meu, que não costumo me prender a inspirações, mas elas são muito importantes! No blog que eu participo, o Fotografia Profissional, eu posto quase toda quarta, sobre fotógrafos que me inspiram muito!

6 - Como você vê a fotografia no Brasil e principalmente no Paraná?
Vejo a fotografia aqui no Brasil como algo que está chegando num resultado cada vez mais lindo em suas variadas formas. Os novos fotógrafos que aparecem, trazem trabalhos cada vez mais diferentes, com inspirações estrangeiras, que são extremamente emocionais. São fotos que te tocam muito e o Paraná, felizmente, tem vários profissionais assim!

7 -  Agora dia 27/09 você vai promover uma exposição de seu trabalho. Como surgiu a ideia de montá-la? Teve apoio de alguém?
A exposição surgiu através de um amigo meu, de muitos anos, que trabalha lá no local. Foi ele quem me apoiou e sugeriu à Esa, que gostou das minhas fotos e super topou fazer! Muito obrigada aos dois!

Foto onde mostra a fotografa em um local fechado. As paredes são cobertas por azulejos bem coloridos.


8 - Qual é o tema central de sua exposição? E o que você apresenta de linguagem em suas obras?
A minha exposição trata basicamente sobre autorretratos. O que eu mostro nas minhas fotos são os momentos pessoais, como se fossem espionados por alguém. Elas trabalham características de fotos analógicas, meio rústicas – pouco contraste, cores sóbrias, granulação e ruídos-. Autorretratos são importantes para mim em vários aspectos e achei que seria bacana tratar sobre isso na minha primeira exposição.



 9 - Qual foi a sensação de realizar essa nova etapa na sua vida?
A sensação é bem louca hahahaha Eu tenho a autoestima muito baixa, comecei isso tudo meio desacreditada. Aceitei fazer a exposição me achando uma louca, com medo de ninguém gostar ou entender. Mas no processo de produção das fotos, de impressão e nas correrias gerais, conheci muitas pessoas legais que mudaram muito minha forma de pensar. Agora estou bem mais aliviada, mas ao mesmo tempo nervosa, vamos ver como vai ser no dia!

OBS: Todas as imagens desta entrevista são de sua autorial.