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Até onde vai a liberdade criativa

     O que é importante pra mim naquela ilustração ou naquela peça gráfica?
Conceber uma peça gráfica tem que está dentro da necessidade do usuário final em comparação ao que tu se despõe a criar. Cumprindo, por fim, a necessidade do cliente.



     Eu sei que é muito complicado e normalmente os clientes e usuários não tem a menor noção do trabalho que dá em apresentar todo o serviço a eles. O estudo, a dedicação, o tempo gasto e além disso tem o valor de seu trabalho. E de repente , o cliente, no último minuto encontra a solução mágica num guardanapo de um restaurante. Por pior que isso possa parecer, acontece e muito! Mas não se desespere, sei que não tenho a solução pra isso, mas lembre-se sempre que 50% do trabalho é teu. Se até agora ele não apresentou nenhuma ideia, muito provável, que como todo e bom brasileiro vai "tirar a carta da manga" no ultimo minuto do  segundo tempo. Mas ai, você já tem 50% feito e/ou até mais e é só pegar e complementar.
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A liberdade é dada pela maturidade sobre a identificação do que é importante para demonstrar o que é sua característica artística.

Isso deve ser sempre lembrado!
     Você pode até se irritar com seu cliente, porém se acalme nem sempre é um mar de rosas imagine um engenheiro que acabou de construir um prédio e o cliente dele falar "Olha não gostei de nada disso". Bem na realidade por que eles não falam isso? Já trabalhei como técnico e pode até parecer doideira, mas nunca vi ninguém questionar um técnico. Porém sempre achei engraçado como as pessoas questionam um Designer ou Arquiteto e interferem no seu trabalho como se 4 anos ou mais estudando na faculdade fosse nada. Será que só eu que penso assim?
     Qualquer obra de arte é 50% o artista e 50% o observador. Se vamos aplicar isso ao trabalho de um ilustrador então teremos que jogar a arrisca. Pois como o cliente é o observador da peça então ele não pode ter, de forma alguma, a manipulação da mesma, porém ele pode opinar sobre "o que é a peça pedi". Não havendo envolvimento maior que um simples palpite seria o ideal. O processo gráfico somente cabe o designer ou ilustrador, pois têm que conhecer a gráfica a ser impressa e as técnicas para se adaptar as limitações, dada a cada tipo de peça. Aproveitando as áreas de adaptação para alcançar o objetivo final da peça, que é por prioridade, comunicar.

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     A arte de uma pessoa só não é possível dentro do mercado. Já que as limitações que as plataformas dão tornam isso um entrave para os profissionais. E a figura da peça tem que ser alterada pra que entre em contato com o publico, tendo por fim questionada pelo cliente. A criação é atrelada a várias variantes até chegar o resultado final, porém em alguns processos acabam sendo mais direto, no caso de um freela. (E ai, que mora o perigo)
     Mantenha o linear onde apresentam suas características como um ponto (briefing) estabelecendo como regra as características principais da sua obra, peça e objeto em execução. Dar bons argumentos para o cliente pode ajudar até a dar aquela força, porém você não vai convencer todos.  Como aquela cliente que acredita que a marca dela é pra ela se sentir bonita e não para demonstrar os valores da sua empresa. Pois muitos dos seus clientes vão pensar dessa maneira, mas vale tentar explicar, porém não vale a pena se irritar! Pois até o YahoO! tiveram usuários exigentes. Pense que no final quem sai ganhando é você.
     Claro, que não abrindo mão daquilo que você acha relevante, pois seu estilo e suas características são suas assinaturas no seu trabalho.
Boa sorte amigos, pois vamos precisar!

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