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Essa entrevista já possui um toque especial, pois é a primeira vez da qual trazemos um repeteco. Com alegria que recebemos o retorno de Stéphanie Meireles! Caso tu não lembre, ela apareceu em uma outra entrevista ano passado para falar do projeto com foco em  Tecnologia Assistiva (link aqui). Dessa vez, conversamos sobre seu projeto mais recente – um sistema de pesagem para a saúde animal.

Como aconteceu a escolha do tema? Já que na área de design fala-se pouco sobre os animais.
Eu sempre tive uma influência com a natureza, pois minha mãe é bióloga e minha irmã veterinária, e eu mesma sempre gostei dos animais. Quando soube que o tema do projeto 6 era livre, eu já sabia que queria trabalhar dentro do assunto, pois uma coisa que sempre escutamos é da necessidade humana de ter certos cuidados, mas quanto aos animais isso fica meio de lado. Já teve gente que me falou "puxa, legal seu projeto, mas eu não gastaria dinheiro do meu bolso para fazer um projeto voltado para um animal" e também teve "ah, mas acho isso desnecessário. Faz algo para o homem". E esse tipo de preconceito me deixou ainda mais com vontade de trabalhar com o tema, pois eu tinha a oportunidade de mostrar que também era necessário, e que sim, ele importa. Então, entrei em contato com minha irmã, conversei com veterinários, e encontrei a clínica Dr. Silvestre, que alguns anos atrás ela estagiou, e eles tinham uma necessidade real de criação de um sistema que auxiliasse na pesagem de aves. Foi aí que começou toda a pesquisa.

Quanto tempo demorou para elaborar o sistema (Desde observar a situação até a solução final)?
Uma vez que coletei as informações, desenvolver o conceito não foi difícil. Depois da terceira visita, eu já tinha: alguns esboços; questionado os veterinários; pesquisado materiais e estudado a anatomia das aves. O conceito surgiu com naturalidade, porém o prático já se mostrou mais demorado.
Ao todo fiz dois modelos em escala e seis mockups (modelo em escala 1:1), pois nas outras visitas à clínica testei as dimensões, sua funcionalidade, refiz cálculos e voltava a observar a tarefa de pesagem de aves. Queria captar cada detalhe, pois podia ter algo que faria toda a diferença da qual ainda não havia percebido. Ao todo, foram quase três meses realizando uma visita semanal e coletando informações, sendo dois desses meses trabalhado também o desenvolvimento do produto físico.

Duas imagens, a direita uma balança e em cima um poleiro improvisado de madeira. Já a imagem a esqueda mostra o modelo do suporte desenvolvido pela entrevistada com a papagaio.
A direita, o modelo utilizado pelos veterinários. A esquerda o sistema desenvolvido por Stéphanie (Fotografia: Stéphanie Meireles).

Então, você diria que o conceito foi a etapa mais difícil?
Não diria que foi o conceito, e sim a transformação da ideia no real. Eu precisei fazer muitos mockups para compreender de fato as dimensões e um modo funcional, porém simples, de se encaixar poleiros de espessuras diferentes. Muitas vezes também tive que retornar à loja, pois eles tinham cortado o material do disco que se acoplava na balança no tamanho errado.

Como resolveu a parte de anatomia animal? Você percebia de alguma maneira que as aves sentiam diferença?
A anatomia mais estudada foi a pata – devido a sua pega. Aves de diferentes portes possuem patas diferentes, muito embora o modo de sua pega seja semelhante.
O poleiro deve ter espessura adequada com o porte, pois o espaçamento entre os dedos da frente e os de trás deve ser mínima, se for muito grande a ave terá um esforço maior e pode desenvolver tendinite.
Sendo assim, eu tive o cuidado com a relação das patas e a textura do poleiro. Não é obrigatório, porém alguns animais possuem pododermatite (inflamação na sola da pata), e a textura ajuda na pega. É uma solução ergonômica que decidi tomar (mesmo que a tarefa de pesagem numa clínica não dure muito), pois queria que atendesse o melhor possível. A pesagem também é uma das primeiras atividades realizadas quando o paciente chega na clínica. Devido a extrema importância em saber se o animal está: dentro do peso, se o tratamento tem feito efeito e calcular a dose dos remédios.

Desenho de observação. Uma imagem lateral onde é possível ver a relação da pata de uma ave em contato com o poleiro.
Desenho feito a partir de observação da anatomia das aves (Fotografia: Stéphanie Meireles).
 Como foi a reação dos veterinários com o seu projeto?
Os veterinários se mostraram bastante receptivos, respondiam qualquer pergunta que eu fazia. E minha irmã, também veterinária, ficou empolgadíssima (risos). Quando fui testar o mockup oficial, um dos donos estava lá e aprovou, ficou todo contente. Eles gostaram do resultado final.

Na sua opinião, como você percebe a ligação do Design com a área Biológica?
O Design tem muito a oferecer ao mundo, porém ele ainda explora poucas áreas. Assim como criei um sistema que auxilia na pesagem de aves de forma segura e com conforto, tem uma gama de possibilidades que ainda podem ser exploradas visando o bem-estar animal e também ajudar no trabalho do veterinário. Um exemplo que tem se tornado mais comum no mercado é a criação de próteses, como por exemplo: bicos e patas.

Foto de um tucano em tratamento para refazer a protese do bico.
Imagem mostra o pássaro com o bico quebrado, a prótese e ele com o novo bico (Foto: Cícero Moraes/ Arquivo pessoal)

Depois de realizar esse projeto e considerando que você já fez um outro projeto na área de saúde. Na sua opinião, porque o design foca mais em comercio do que em bem-estar?
Depende muito do conceito de bem-estar. Um celular novo pode fazer a pessoa se sentir bem, porém, se o termo "bem-estar" for voltado para a saúde eu acredito sim que tem certa negligência. Vivemos num mundo capitalista, somos expostos constantemente a muitas propagandas que nos influenciam a comprar objetos para sanar uma falsa necessidade. Não se trata apenas da questão de se “ter porque quer”, também está atrelado ao status e integração, a uma necessidade de fazer parte de um conjunto de massa e assim se afirmar na sociedade. E isso vende muito mais, pois são produtos em constante atualização, cada ano tem um lançamento novo de um produto e embora a funcionalidade seja praticamente a mesma da sua versão anterior, ocorrendo apenas uma mudança de sua casca, é o suficiente para as pessoas desejarem esse produto.

Observação: Caso o leitor não seja da área de Design de Produto, aqui vai uma explicação breve da diferença entre: modelo/mockup/protótipo:
  •     Modelo pode ser de qualquer material e escala;
  •     Mockup tem que ser mais próximo do produto, em dimensões e medidas;
  •     Protótipo tem que ser uma peça que use o mesmo material e ser o mais de detalhes possível.

De vez em quando, eu curto ler alguns textos na plataforma do Medium. Um tempo atrás, eu li o texto tão relevante que o escolhi como pauta para o blog. Eu me referindo ao texto “As vítimas no Design” escrito por Matheus Moura (caso não tenha lido, veja aqui nesse link). Agora, caso não queria ler todo o texto. Esse trecho resume bem:
Foto da capa

No mês de abril foi anunciado algumas mudanças no jornal Gazeta do Povo (o principal jornal do Paraná). A mudança é referente não só uma mudança no projeto gráfico como também na posição editorial (caso queira mais detalhes disso, clique aqui). Até aquele momento, eu não via problema. Pelo contrário, eu fiquei curiosa para ver o resultado final.




Foi ano passado. Eu e Rennan tivemos a oportunidade de assistir palestra de Ellen Lupton no teatro da Pontifícia Universidade católica do Paraná. Na época, ela estava de passagem pelo Brasil em parceria com a Editora GG promovendo seu último livro e realizando algumas palestras em algumas Universidades.


Mesmo o jogo sendo famoso e fazendo parte da cultura pop, eu  mesma, joguei somente um vez! The Legend of Zelda: The Minish Cap para GBA foi minha primeira experiência - infelizmente não consegui chegar ao fim. Mas o fato é que a franquia The Legend of Zelda é um simbolo cultural. Mesmo tendo jogado pouco tenho algumas noções da história, pois é impossível não saber da existência de Ocarina of Time!
 



Semana passada, saiu o resultado do concurso do Museu da Casa Brasileira (para ler o resultado final dos jurados, leia esse texto). Caso alguém não conheça, esse museu promove a trinta anos um concurso de design para as duas categorias: Design de Produto e Design Gráfico. A proposta é dividida em duas partes: produz um cartaz para a divulgação do concurso de Produto. Tem como resultado um registro histórico do design nacional para os dois campos. Tanto que ano passado, lançaram um livro pela editora Olhares (caso queria saber melhor, clique aqui)
Imagem do texto - curso "visualização de informações para pesquisas"
Recentemente, eu fiz um curso chamado "Visualização de Informações para Pesquisas" com os meninos do Pensar Infográfico (já comentei deles aqui antes, caso não tenha visto veja esse link).
Capa do texto "A riqueza da literatura infantil"
No dia 18/04 é o aniversário de Monteiro Lobato e também o Dia do livro infantil. Nada mais justo para um dos grandes nomes da literatura infantil.
Contudo, a literatura infantil não é só importante para a aprendizagem dos pequenos, como também proporcional peça gráfica bem interessante (até desafiador dependendo do caso). 

Infelizmente, os povos indígenas é uma parcela da população que nem sempre é lembrada. Segundo os dados do IBGE no Censo Demográfico realizado em 2010, a população indígena é de 817 963 habitantes (o que representa aproximadamente 0,47% do total). Mesmo com esses dados gerais, percebe-se que estamos abordando uma parcela da população da qual ouvimos falar pouco (caso hoje conheça alguém que faça parte de uma comunidade indígena, a história muda...).
Diante desse cenário, surge a Tucum Brasil.

Imagem de capa

No nosso Busque Inspiração de hoje é com muita aquarela. Desse vez com Sandra Kuniwake!